quarta-feira, novembro 6

Caso de racismo envolvendo famosos

Raramente, no Brasil, os casos de racismo atingiram tantos famosos em sequência como nos últimos dias. A mais nova vítima é a cantora Preta Gil.
A cantora sentiu-se ofendida com uma resposta do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) – que, infelizmente, ainda encontra quem lhe dê mandato e espaço na mídia para destilar seu crime contra os direitos humanos ao ofender homossexuais – de que não ia discutir “promiscuidade” ao ser questionado o que faria se um filho seu namorasse uma negra. O imbróglio foi ao ar via o programa CQC.
Diante da repercussão e da afirmação de Preta Gil de que vai processá-lo, o deputado afirmou que não entendeu direito a pergunta, mas não pediu desculpas. 
Já no último dia 22, o deputado Júlio Campos (DEM-MT) referiu-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o único negro da corte de justiça, como “moreno escuro”.
No futebol, o jogador Roberto Carlos, foi saudado em campo na Rússia com  bananas, numa referência clara a macacos. O mesmo já havia acontecido com o jogador quando atuava no espanhol Real Madrid. 
Outro episódio semelhante atingiu o  jogador Neymar em partida da Seleção Brasileira contra a Escócia, em Londres, no último domingo.
No Carnaval deste ano o cantor Márcio Victor da banda Psirico foi chamado de “negro”, “favelado” e “gay” por um folião no Camarote do Reino.
Os episódios talvez sirvam para acabar de vez com o argumento ingênuo usado por muitos de que racismo inexiste para negros que ascenderam do ponto de vista econômico. Os exemplos acima, que exceto o de Márcio Victor aconteceram no mês em que se faz campanha contra a discriminação racial,  dizem exatamente o contrário.

Fonte: Mundo Afro

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