Raramente, no
Brasil, os casos de racismo atingiram tantos famosos em sequência como nos
últimos dias. A mais nova vítima é a cantora Preta Gil.
A cantora sentiu-se
ofendida com uma resposta do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) – que,
infelizmente, ainda encontra quem lhe dê mandato e espaço na mídia
para destilar seu crime contra os direitos humanos ao ofender homossexuais
– de que não ia discutir “promiscuidade” ao ser questionado o que faria se
um filho seu namorasse uma negra. O imbróglio foi ao ar via o programa CQC.
Diante da repercussão
e da afirmação de Preta Gil de que vai processá-lo, o deputado afirmou que não
entendeu direito a pergunta, mas não pediu desculpas.
Já no último
dia 22, o deputado Júlio Campos (DEM-MT) referiu-se ao ministro do Supremo
Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o único negro da corte de justiça, como
“moreno escuro”.
No futebol, o
jogador Roberto Carlos, foi saudado em campo na Rússia com bananas, numa
referência clara a macacos. O mesmo já havia acontecido com o jogador
quando atuava no espanhol Real Madrid.
Outro episódio
semelhante atingiu o jogador Neymar em partida da Seleção
Brasileira contra a Escócia, em Londres, no último domingo.
No Carnaval deste
ano o cantor Márcio Victor da banda Psirico foi chamado de “negro”, “favelado”
e “gay” por um folião no Camarote do Reino.
Os episódios talvez sirvam
para acabar de vez com o argumento ingênuo usado por muitos de que racismo
inexiste para negros que ascenderam do ponto de vista econômico. Os exemplos
acima, que exceto o de Márcio Victor aconteceram no mês em que se faz
campanha contra a discriminação racial, dizem exatamente o
contrário.
Fonte: Mundo Afro

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